terça-feira, 15 de julho de 2014

Amor, graça e perdão

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” 2 Coríntios 12:9

“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;Romanos 5:20

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.”  Efésios 2:8

Vou contar algo surpreendente: Deus sabe que somos falhos. Ele conhece cada pensamento obscuro, cada vontade que escondemos de nós mesmos, cada erro, cada pecado e, pasmem, mesmo assim nos ama, mesmo assim Jesus escolheu a cruz para demonstrar Seu imenso Amor ao receber a punição dos pecados que nós cometemos.

Não digo que o pecado é algo banal, a consequência é a morte (ver Rm 6:23) e não deve ser tratado de forma leviana. Mas o texto de hoje não é sobre o pecado, é sobre a graça. A graça, o favor imerecido que nos é dado espontaneamente por Deus e que insistimos em tentar conquistar.

Deus nos ama muito e deseja um relacionamento íntimo, pessoal com cada um de Seus filhos. Seu Amor é tão perfeito que não exige nada em troca para ser distribuído, Ele se alegra com as nossas alegrias e se entristece com as nossas tristezas, mas não vai se submeter as nossas vontades (tantas vezes malucas) e nem ignorar o pecado. Ele não ignora o pecado, Ele perdoa.

Se ignorasse o pecado não haveria justiça. No entanto, Deus nos perdoa, todas as vezes que nos arrependemos genuinamente e confessamos a Ele. Então Ele esquece, realmente esquece. Não há caderninho oculto que será usado mais tarde quando errarmos de novo, Ele não vai jogar na nossa cara que é enésima vez que cometemos o mesmo pecado e não vai desistir de nós. Custou o precioso Sangue de Jesus, nem de longe foi barato. Mas Ele decidiu que valia a pena, que eu valho a pena e que você vale a pena.

Quando erramos (e fazemos isso com maior frequência do que gostaríamos de confessar), Ele está disposto a nos perdoar e nos restaurar, faz tudo novo de novo, tantas vezes quanto forem necessárias para que possamos entender o quanto somos preciosos para Deus, o quanto Ele nos ama.

Gostaríamos de nos apresentar perfeitos, sem qualquer mácula, com um histórico de santidade digno de ... de que mesmo? Por que nos preocupamos tanto em nos apresentar de determinada forma quando Ele nos aceita? Quando a obra de transformação é feita pelo Espírito Santo, que passa a habitar em nós quando aceitamos Jesus. Por que rejeitamos a graça que nos é ofertada? Por que tentamos fazer um trabalho que somente Deus pode fazer? É claro que temos uma parte que nos cabe fazer: crer. Crer que a graça d’Ele é o bastante para nos perdoar, que o poder d’Ele é suficiente para fazer tudo o que for preciso em nós, por nós e através de nós, que o Amor de Deus é como Ele: sublime, eterno, vasto, infinito.

Ao invés de nos esforçar para nos apresentar perfeitos (aos nossos olhos), devemos tão somente nos submeter ao direcionamento do Espírito Santo, que transformará nosso comportamento e caráter, no tempo e no ritmo determinado por Deus. Não é pouca coisa.

Da próxima vez que estivermos sob o peso da condenação, que tal lembrar que Deus quer algo bem diferente para nós? Viver com Jesus tem uma leveza indescritível; Ele nos torna livres para viver Seu Amor.

Não rejeite o Amor, a graça e o perdão que lhe são concedidos, seja grato e aproveite a presença de Jesus em sua vida.


A Paz

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